BIOGRAFIA
LUCAS DE SOUZA, 13 ANOS.

Nascido em 31 de março de 2020, do signo Áries, Lucas de Souza é um garoto introvertido, social quando necessário, um pouco arisco e também impulsivo. Ele tem muitos amigos e conhecidos, de muitas idades. É leal a essas amizades e busca ser responsável, seguindo o exemplo da mãe e do irmão, especialmente quando se trata de trabalhar e fazer seu próprio dinheiro. Ele faz pequenos serviços dentro e fora da comunidade, como vender balas, água, pipas, entregar panfletos, e outras coisas. Lucas também tem um lado mais bagunceiro; ele gosta de pichar junto com os amigos dentro da escola e até nos muros da quebrada, já experimentou bebidas e tem amigos na biqueira, mas nunca usou nada além do álcool. Ele cresceu no futebol de rua, bike, e tem um porte físico mais bem desenvolvido para a idade.

 

Lucas passou a infância indo para a igreja evangélica, levado pela mãe, empregada doméstica e uma fiel devota às suas crenças. Dona Rosângela, 39, mãe de Lucas, é uma mulher forte e batalhadora que, além do serviço de doméstica, sempre fez bicos para acrescentar na renda familiar e poder dar aos seus dois filhos a melhor condição de vida possível. Lucas admira e tem muito respeito pela sua mãe. Já seu pai, Mauro, foi e ainda é muito ausente, sendo uma figura paterna faltante na criação e formação de pensamento dos dois filhos. Lucas tem memórias de passar meses sem ver o pai e, mesmo quando seu pai voltava para casa, ele nunca levava os filhos para passear em um parque ou no estádio pra ver o time local. Nada disso. Parecia não ter interesse nenhum nos filhos. As interações eram limitadas ao mínimo dentro de casa. Apesar da ausência do pai, William, irmão mais velho de Lucas, cresceu um jovem proativo e com esperança no futuro. Trabalhou desde os 12 anos fazendo de tudo; pintura, serviços de construção, artesanato, entre outros. William não só fez o papel de figura paterna, mas também era visto como um herói por Lucas.

A perda de William, no dia 16 de novembro, deformou a visão de mundo do Lucas. Ele perdeu seu maior ponto de referência, seu melhor amigo e parceiro. Lucas caiu na revolta e na dor. Foi dominado pela vontade de trazer justiça para o irmão. Sete dias depois do assassinato e enterro do irmão, ele começou a tentar contato com o grupo de insurgentes no centro de São Paulo, e logo conseguiu. Lucas foi levado vendado até o esconderijo dos insurgentes, e lá, seu pedido por justiça foi negado. Harun, o líder dos insurgentes explicou que eles não agem por vingança e sim por auto defesa, e que não matam os extremistas, apenas os marcam com o intuito removê-los da sociedade. Lucas voltou para casa frustrado, irado, e com a decisão de que ia tomar providências sozinho. Ele utilizou de ferramentas tecnológicas a seu dispor como Google Lens, ampliadores de resolução de inteligência artificial, entre outros, para identificar o suspeito nas imagens de segurança do assassinato do irmão. Rapidamente ele conseguiu identificar o assassino e os locais que ele frequenta. Lucas começou a planejar sua vingança. Ele pegou o dinheiro que estava juntando para um tênis novo e também pegou dinheiro do falecido irmão para comprar uma arma clandestina. Lucas está tomado pelo ódio e desejo de vingança. No seu pensamento, ele questiona e rejeita os ensinamentos da mãe sobre ter fé em Deus, ser uma boa pessoa e receber a proteção e benção divina, considerando a morte do irmão como algo que desmente essa suposta ilusão. Ele não possui mais nenhuma preocupação com a própria vida e menos ainda com a moralidade de suas atitudes. Seu objetivo é apenas fazer justiça a qualquer custo.